sábado, 27 de junho de 2026

São João da 72 selvagem

São João 
É uma grande festa no nordeste do país 
Celebrado por tudo, mas parece que lá muito mais
Aqui no sul cai no forte do inverno
O símbolo principal, a fogueira, nunca falta
É referência 
Se tem fogueira razoável já gritamos que é São João 
Lembro de uma fase na minha infância que isso era bem divertido
Onde eu morava, na 72
Todo o bairro ainda estava se desenvolvendo em lotes dispersos ao longo das quadras
Se cada quadra coubesse 10 casas, tinham 5 no máximo 
Mas toda quadra tinham casas
As ruas eram de terra
No inverno chuvoso virava um lamaçal sem fim
Mas nessa época de São João ainda estava seco
Como nessa época as crianças corriam livres pelo mundo, era realmente um "mundo" diferente
Tinha uma casa em especial
Eu nem se quer lembro onde era exatamente 
Lembro que os pais, os adultos saiam pra trabalhar o dia todo
Ficava a irmã adolescente, uns 14, 15 anos e o irmão menor, acho que menos de 10 anos, em casa
O dia todo
A irmã, já botando hormônio pra fora do corpo pelos ouvidos
Saia nas tardes, após as aulas pela manhã e se ia ao mundo
O piá ficava literalmente solto o dia todo
Ele parecia um bicho 
Sempre com poucas roupas nos dias frios, as vezes só de chinelo
Mas sempre se metendo nas brincadeiras na rua com qualquer turma
Lembro de um desses dias soltos que ele caiu de bicicleta na rua
A rua de terra, ele deve ter se ralado de leve, mas o susto o fez chorar
Uma mulher mais velha, devia ter uns 60
Que naquela época ela parecia ter 300 anos anos
Foi ajudar aquela "pobre e inocente alma" na rua
Chorando, suja e assustada
O guri só gritava, inclusive com a velha, ao mesmo tempo que chorava:
"Sai daqui seu cagalhão!"
Era engraçado de ver a criança agressiva ao receber o mínimo apoio
De tanto ser largado, talvez nem reconhecesse ajuda quando tinha 
E a velha decepcionada ao ver que quase foi agredida ao tentar faze o bem
A vida era essa
Parecia que sempre seria assim
Sobre essa mesma casa, certa vez 
Lembro muito vagamente 
Alguém me convidou pra ir atirar pedras no telhados deles 
Parece que a irmã estava lá dentro dando pra algum malandro da época e o pivete trancado no banheiro aos gritos
Eu não ia atirar pedras, mas fui pra ver a cena
A casa era mais baixa que a rua
Tinhas mais uns 6 da redondeza em frente a casa
Atirando pequenas pedras do chão, da rua, no telhado da casa
As pedras eram bem pequenas, não iam quebrar as telhas
Mas faziam barulho dentro da casa, pois se ouvia de fora
Se ouvia de longe os gritos da criança 
Parecia mesmo estar trancada lá dentro
Mas não ouvi  ou vi mais nada fora isso
Lembro que fui até lá, vi a cena e voltei pra casa
Aquilo era uma tarde normal
As crianças se reunirem pra atirar pedras no telhado de algum vizinho era algo "saudável"
Hoje repensando tudo isso 
Na real era tudo selvagem
A 72 selvagem
(Bom nome)

72 era o número da parada dos ônibus que vinham da capital
Isso foi demarcado quase 100 anos antes desses fatos e ninguém mais sabia pq os números eram esses 
Pq a menor parada era a 47?
E o resto? Não fazia sentido...
Na época ninguém sabia mas inventava muito
Kms de algum lugar, população, números de bairros... lendas urbanas dos anos 90

No inverno tinham as férias escolares 
Se com meio turno ocupado o lazer era apedrejar alguma casa
Imagina com o dia todo livre!
Cada quadra tinha no mínimo um terreno baldio que virava campinho
A turma daquela rua se reunia ali e o futebol sempre acontecia
Com regras próprias ou inventadas na hora
Mas no fim, devido ao frio forte e constante 
Ficávamos mais por casa
Brincando no seu mundo particular, em casa, no "pátio"
Isso eu tinha menos de 11 anos com certeza
Pois com 11 sai daquele casa  que morei com meus pais e meus avós maternos
Mesma casa onde eu e todos os meus primos crescemos em alguma etapa da vida
Orgulho do meu vô ter o máximo possível de nós por perto
Morei com eles até meus 11
E isso foi antes, eu tinha 9 anos

Inverno de 1993, Gravataí RS
Era frio de assobiar no pescoço 
Todos os campinhos a cada 3 ou 4 quadras
Organizaram a fogueira de São João 
Aqui no sul quase todos as casa tinham Sinamomo 
É uma árvore boa pra fazer sombra no verão
Cresce rápido e as mudas estavam pra todo lado 
No começo do inverno se poda quase toda ela
Deixando só os caules principais 
A árvore praticamente hiberna 
O tronco quase morre 
Na primavera ela renasce
Cresce de novo muito rápido e faz uma boa sombra
Podada no começo do inverno, em uns 30 ou 40 dias
Os galhos cerrados
Que pareciam isopor por dentro, estavam bem secos
Lenha perfeita para a fogueira
Se colocava um "mastro" principal na fogueira
Algum tronco ou galho mais grosso
Acho que nessa vez era um pedaço de poste, inclusive
Bem firme, no meio, pra sustentar todo o resto 
Todo e qualquer galho ou tábua que tivesse pela volta
Resto de obra, resto de demolição, móveis velhos
Tudo era escorado naquele mastro
Isso bem no meio de onde era o campinho onde jogamos bola o verão todo
Tinha espaço seguro na volta
O fogo jamais sairia de controle
Casa mais próxima a uns 50 metros
Tudo era escorado pela viga de guia
Depois de tudo ali acumulado
Pra dar firmeza em tudo
Sempre se tinham alguns pneus
De carro ou qualquer outro tipo
Colocávamos por cima de tudo
Encaixado no topo
Olhando de longe parecia uma tenda indígena, com um pneu segurando tudo por cima
Em baixo, na copa, eram colocados todo e qualquer papel ou papelão que tivesse a disposição 
Tudo era arranjado e organizado num sábado 
Sempre tinha geada naquele amanhecer 
A gente acordava no gelo e dormia no fogo
Ao longo do sábado toda a fogueira era organizada
Vários pais e adultos ajudavam as crianças da rua nisso
Era organizado organicamente 
Terminada a obra de montar a fogueira antes das 17hrs
Pois antes das 18hrs já estaria noite no inverno
Todo mundo ia pra casa tomar banho pq as 19hrs seria acendida
Casa, banho, muitas roupas e lá vamos nós
O campinho era na esquina e nós morávamos no meio da quadra
Dava uns 50 metros ou menos
Eu lembro que fiquei do outro lado da rua, vendo a vizinhança chegando
Eu estava com uma calça de moletom azul e um blusa de lã laranja com gola alta
Provavelmente de tênis, mas não lembro desse detalhe
Fiquei na minha, tímido como sempre
Mãos no bolso
Vendo aquela escultura enorme que eu ajudei a fazer
As crianças fizeram 90% do esquema, mas todos vieram ao menos dar uma olhada
A comunidade era minimamente unida 
Isso para os olhos de uma criança de 9 anos
Povo chegou e começou 
Tinha um adolescente da rua que veio bem arrumado
Alguém disse que ela ia no bailão depois da fogueira
Ele chegou perto e tocou fogo no papel, bem embaixo
Uma fagulha e todo mundo viu o fogo subindo
As labaredas iam lambendo os gravetos
Tentavam subir mais e mais
Fazia força com aquela escalada
O papelão que estava embaixo estava 100% em chamas
Ainda estavam chegando pessoas e o fogo só aumentava lembro de estar emocionado vendo aquilo, o fogo e as pessoas chegando
"Poxa, eu fiz isso tmbm..."
Foi legal
Vi a irmã do fera chegando com algum namoradinho da noite
O pivete não sei onde estaria nesse momento 
O Galato estava ali 
Ele tem 1 ou 2 anos a mais que eu
Morava numa casa bem em frente do terreno baldio que era o campinho onde fizemos a fogueira
Ele foi goleiro do grêmio tempos depois 
Eu tmbm gostava de jogar como goleiro, pq corria menos
Mas claro que nunca me empenhei nisso
Ele sim
A Rose Cavalo era jovem mas estava ali
Ela tinha esse apelido-sobrenome de cavalo pq a família dela, s irmãos e o pai
Eram carroceiros
Nem sei bem se isso era uma profissão da época
Mas era o que diziam
Josias estava ali
O Bola (que era magro)
Tobias
Genésio
Caetano
Charuto
Cueca
Renato pai e Renato filho
Esses clássicos da época 
Todos da rua que jogavam bola naquele campinho estavam ali vendo o fogo
Lembro que estava bem frio, o calor chegava em mim mesmo estando longe
E tinham vários só de chinelo
"Esses são os pobres"
Lembro da minha mãe falar isso
Achando que nós não éramos pobres
Pq tínhamos comida em casa e uma TV preto e branco
Eu tinha tênis e meia
Meu cabelo cortado igual índio era um luxo
Eu gordinho, bochechas rosas queimadas do vento frio
Cabelo liso e cheio
Cortado igual uma tijela
Cachopa Lisa
Lembro de ficar olhando o fogo subindo e ficar bem feliz
Foi quando o fogo subiu
Subiu 
Chegou nos pneus do topo!
Pneu pega fogo muito rápido 
No meus anos futuros de sindicalismo isso foi bem lembrado
A labareda estragava os galhos secos de Sinamomo 
Chegou ao topo
Pegou nos pneus 
A labareda quase dobrou de tamanho rapidamente 
Lembro de ver a nuvem pretaa e espessa subindo, enquanto a própria luz do fogo iluminava
Outro detalhe curioso da época e da região
Postes com lâmpadas que funcionassem eram raros
Um por quadra, quando não queimavam e assim ficavam por muito tempo
Então a fogueira tmbm iluminava e podia ser vista de longe
Ao menos a luminosidade era vista a muitas quadras
Assim como nós vimos algumas de muito longe
Ver aquela nuvem negra de fumaça indo ao céu e iluminada por baixo era muito emocionante
O fogo era lindo e hipnótico
A viga principal começou começou empenar
Estava com o topo pesado e queimando rápido 
Assim como ela queimava e enfraquecida
Os pneus de cima que davam peso tmbm queimavam 
Ela entortou um pouco e logo de estabilizou de novo
O fogo se firmou por um tempo
As famílias conversavam entre si um pouco
Minha família nunca teve grandes problemas com os vizinhos
Mas tmbm nunca tiveram grandes assuntos 
Amizades, jamais
Se toleravam bem e apenas isso já bastava
O fogo seguia
Já passou da metade
Começou a enfraquecer 
Aos poucos o pessoal começou a ir embora
Uns e outros iam saindo de fininho
Eu sentei na grama gelada
Ca calçada em frente ao fogo
Calçada do Galato
De repente, a torre caiu
A alma da fogueira queimou 100% e tudo desmoronou
Todos presentes gritaram ou assoviaram alto
Quem já estava indo, descendo a lomba, olhava pra trás pra ver
Os cachorros de todo o bairro responderam com uivos
Foi lindo e emocionante
O fogo foi baixando e todos forma indo
Quando dava outro barulho eles olhavam pra trás
Mas seguiam suas vidas
Era um sábado a noite, bem frio
Muitos ali dormiriam cedo
O adolescente que acendeu a fogueira se foi ao bailão
Todos foram embora
Eu já teria ido, mas minha mãe ficou de papo, (milagrosamente), com algum vizinha
Logo me chamou
Eu orgulhosamente fui um dos ùltimos a ir embora naquela noite especial
Eu queria ficar mais, mas o pouco fogo nem aquecia mais
Fui levado embora
2 casas ao lado
Lembro que nem 22hrs eram ainda
Mas carreguei troncos e pneus o dia todo
Já tinha comido
Me aqueci e deitei
Pensei em como seira o próximo ano
Isso tudo foi em 1993
Não teve próximo ano
Em 1994 foi o tetra e ninguém pensou em mais nada fora isso
1995 eu me mudei
Pra perto, mas eu com 11 ano achava tudo aquilo "criancisse"
O povo cresceu, acabaram as fogueiras
Muitos campinhos viraram novos lotes
O bairro lotou
Naquele campinho em especial era um terreno destinado a "Associação do Bairro"
Nunca teve nada ali
Nem associação de bairro, nem ocupação, nem nada
Nem se quer era usado como campinho mais

Corta pra 2023
30 anos depois, muito mudou
A casa onde meus avós viveram e morreram estava podre
Todos os netos cresceram ali já estavam adultos e tocando suas vidas
Eu inclusive
Hora de demolir e fazer outra
Fazer o ciclo da vida se seguir
Missão pra mim, com meus 39 anos
Meu filho com 18
E a filha do meu primo, a Esquimó, tinha uns 10
Durante o dia todo arrancamos tábuas, portas, janelas
Tudo que pudéssemos da casa
Levamos tudo pro campinho
Isso no verão, fevereiro, de muito sol o dia todo
Nós 3
Levamos e amontoamos tudo no campinho o dia todo
Quando escureceu fomos lá e botei fogo
Mesma sensação 3 décadas depois
Meu filho mais velho do que eu estava na época, igualmente hipnotizado
Mas foi legal ver a Esquimó com o olhar brilhante vendo o fogo queimar a casa que ela ajudou a demolir
Nós 3 hipnotizados pelo fogo novamente
Ficamos ali até tarde da noite, vendo tudo queimar
Lembro que minha mãe trouxe água gelada já era quase meia noite
Igor, meu filho, visivelmente cansado e muito sujo seguia firme comigo
A Esquimó veio falar comigo
"Posso ir descansar?"
Ela estava destruída de cansada
Com 10 anos, nas férias escolares
Dever ter carregado táboas umas 16hrs no mesmo dia
Aguentou bem por ter nosso sangue que não é muito afeito ao trabalho
Acho que fiz tudo ficar divertido
Funcionou!
"Descansa que amanhã tem mais."
Ela se foi
Igor foi com minha mãe, se lavar, eu levaria ele na casa da mãe dele antes de ir embora
No bairro vizinho
Fiquei mais uns minutos sentado na grama seca
Sozinho
Olhando fixamente ao fogo da casa que eu cresci dentro
Foi um belo ritual de passagem
O pessoal que viu em 1993 não estava ali, só eu
Mas garanto que ficariam orgulhosos de mim de novo
A 72 foi selvagem por uma noite mais!

quarta-feira, 24 de junho de 2026

O galho no buraco

2026
Primeiro ano do início do segundo quarto do século XXI
Minha geração foi desenvolvido achando que o futuro teria aparelhos tecnológicos que supririam todas as necessidades humanas
Até certo ponto da tecnologia consegue fazer algo bem parecido
Mas devido aos valores de tudo
Esse tipo de alcance de tecnologias é para classe extremamente pequena da humanidade
E no fim, a periferia, a grande maioria da raça humana em qualquer sociedade e/ou país que exista
Continua tendo uma vida explorada pelo patrão
Rotineira, monótona e exaustiva
Às vezes a única saída para isso é realmente usar essa tecnologia para tentar se divertir o mínimo possível
Invés de ir no bar ou em uma festa para conhecer alguém que tentar transar
Você fica sentado no sofá de casa vendo pessoas que assim como eu, se oferece nas redes sociais
É a simulação da vida real fazendo com que as pessoas não saiam de casa para conhecer pessoas ao vivo
Com 42 anos e lembrando das interações sociais de pouco tempo atrás
Isso pode parecer bem frustrante
Mas é a realidade que temos acesso agora
Pouco ou nada se tem a fazer
Cada ano que passa eu transo menos
Essa interação virtual tem se tornado cansativo e broxante
Mas ainda consigo manter poucas e boas relações
Numa delas, heteronormativa clássica
Sendo eu o homem cis e ela uma mulher cis
Tem sido Minhas Melhores performances sexuais
Todo o conceito de performance sexual é constantemente debatido 
Mas não é isso que eu quero falar aqui
O assunto aqui é a entrega que a mulher faz do seu próprio corpo
Durante o sexo anal
Sempre tive essa fantasia, ou esse fetiche
Mas Durante a minha vida e minhas diversas relações
Entre casamentos, namoros e boas amizades
Sempre foi algo que acabou se desenvolvendo menos do que eu gostaria de ter feito
Mas tudo bem, sempre se tem como explorar mais as peças possibilidades do corpo
Atualmente tenho uma amiga
Com a qual transamos esporadicamente a mais de 10 anos
Nesse período ela teve dois ou três casamentos e alguns namoros
Eu tive alguns longos namoros
E sempre nos víamos antes e/ou depois
Para fazer uma despedida ou para matar a saudade
Numa dessas, sem combinar muito, acabou acontecendo o anal
Quem come cu sabe que volta e meia se caga
Isso não é nenhuma surpresa
Conhecendo minimamente a fisiologia do corpo humano
Mesmo sem estar preparada foi algo muito Mágico
Como se aquilo não fosse sujeira e sim quase que uma declaração de amor
Naquela primeira vez achei bem estranho mas não entendi bem o que senti
Passando-se todos esses anos de eventuais encontros consegui amadurecer o sentimento dentro de mim
Ela tem alguns poucos anos de vida a mais que eu
Talvez uns 20 cm de altura a menos e magra
Fisicamente eu domino a situação muito facilmente
Mas apesar da aparência eu não sou um animal
Jamais fiz algo forçado durante o sexo em nenhuma das minhas relações
Não seria com essa amiga tão especial que eu comenteria esse erro criminoso
Sempre peço e quase sempre recebo
Tem sido as gozadas mais brutais dos últimos tempos
Como estamos os dois solteiros atualmente os encontros têm sido um pouco mais seguidos
Basta apenas encaixar a agenda de duas pessoas adultas que precisam trabalhar em horários diversos para manter a mínima dignidade financeira
E sempre rola
Numa vez fomos de moto num dia frio e chuvoso
Fui buscar ela no serviço para levar até a minha casa e a chuva caiu
Chuva gelada que deveria deixar qualquer dupla assexualizada
A gente entrou debaixo do chuveiro fervendo
Em poucos minutos nosso corpo esquentou e começamos a transar de pé no espaço que não caberia nós dois confortavelmente
Mesmo assim foi delicioso
Ela gozou umas quatro vezes de pé
Meus pau estava duro como rocha e ela com as pernas trêmulas
Fizemos uma pausa para não secar e continuar na cama
Foi ótimo 
Já transamos ao ar livre, dentro de uma garagem de frente para a rua
Qualquer pessoa que passasse na calçada e olhasse para dentro do terreno nos veria
Tínhamos apenas uma cortina balançando ao vento para nos esconder
Um calor insuportável de um verão
15 horas e o sol batia forte naquela telha a menos de 3 m do chão
Nós ali pingando suor, se esfregando um no outro e gozando até perder o ar
Já nos encontramos em um prédio público
Prédio antigo, tinha um elevador central e uma escada ao redor do fosso do elevador
Fomos andando pela escada e percebemos que do segundo até o quinto andar não tinha ninguém
14:00 e ela estava de saia me provocando escada acima
Não tive o menor receio de mostrar para ela como o meu pau estava duro vendo aquela calcinha sendo mastigada pela buceta
Comi ela na escada enquanto passava o elevador
Certamente fomos vistos
Dessa vez, por receio, não demoramos muito
Pois ainda era um prédio público
Diversas aventuras nesses 10 anos transando
Refletindo sobre todas essas vezes
Percebi o quanto que o pau cagado é a prova de amor crucial
Ela, bem menor que eu fisicamente
Se prepara para me esperar depilada e cheirosa
Parece uma princesa que saiu do meio de um buquê de flores
Ela sabe que eu quero pegar ela com força
Ela sabe e gosta de me provocar com isso
Eu seguro ela pela cintura bem firme e mordo as costas dela
Ela reclama mas aguenta quer me ver saciado
Ela geme e rosna mas não pede para parar
Ela sabe que isso me deixa muito excitado e logo vou fazer ela gozar muito
Chupa o clitóris dela de uma maneira que ela se contorce na cama 
Sem fechar as pernas
Só paro quando ela grita pois está muito sensível
Enquanto chupava ela já sentia cu piscando a cada gemido
Ela sabe o que eu quero
Ela sabe o que eu vou fazer
Ela sabe exatamente como eu gosto
Nisso ela se vira
Deixa a bunda bem empinada na cama
Mesmo de costas para mim ela se vira me convidando com os olhos
Coloca as duas mãos para trás para eu poder segurar
Apenas pede para eu começar devagar até ela conseguir relaxar
Mesmo eu fazendo devagar ela relaxa rápido
Ela troca o gemido de dor por prazer muito rapidamente
Ela não pede nenhum momento para mim parar
Eu sinto as pregas dela estralando e meu pau indo mais fundo
A cada socada fica mais delicioso
Eu me deito por cima dela e começo a morder as costas
Sinto ela se arrepiar de tesão
Quando ela levanta a cabeça eu mordo a nuca dela
Com os meus pés eu seguro os calcanhares dela
Estou segurando as duas mãos dela
Todos os meus 120 kg estão pressionando os 60 kg dela
Socando cada vez mais fundo
Ela sente que está pesado mas o arrepio não para
Eu fico mais tempo nessa posição do que deveria
Ela não pede para parar porque sente que meu pau está latejando de tesão
Um corpo está completando o outro para ter uma gozada simultânea 
Não combinamos isso mas quando eu anuncio que vou estourar dentro dela
Ela fica muda de tesão e goza no mesmo momento que eu
Cada vez que o meu pau pulsa jogando Leite dentro do intestino dela
As pregas do cu dela apertam o meu pau
Como você quisesse morder e engolir ele inteiro
Ela sente a leitada lá dentro e sente que eu continuo socando porque o tesão não passa
Ela fica ainda mais tarada vendo que o pau não amolece depois da gozada
Mas eu não tenho mais forças nas pernas e paro logo em seguida
Desencaixe dela e me levanto
Mesmo eu saindo de cima e desencaixando toda a posição ela praticamente não se move
Ela segue deitada com a bunda empinada, as pernas abertas e as duas mãos para trás
Sei que ela está respirando pois o cabelo balança a cada suspiro
Assim como eu, toda suada e descabelada
Mesmo no escuro consigo ver que o rabo dela está bem aberto
Meu pau já com 80% da dureza e agora com um pequeno cocô bem na cabeça
Eu deveria ter nojo daquilo e sair correndo para me lavar
Eu acendo a luz e mostro pra ela com orgulho:
"Olha o que eu pesquei dentro de ti"
Era como se eu tivesse enfiado o galho em um buraco para cutucar o fundo
E bem lá no fundo tivesse apenas um pouco de barro
Mesmo com essa analogia na cabeça eu achei muito romântico
Ela mal se move na cama mas vira a cabeça para ver o que eu estou falando
Ela ri com aquele olhar de tesão que só ela consegue me lançar
Eu vou para o chuveiro me lavar, é óbvio 
Ela vem logo em seguida e nos beijamos debaixo d'água
Como pode um pau duro, sendo enfiado na merda, ser tão amoroso
Essa relação é de um carinho quase inexplicável
Mas com certeza amadurecido ao longo desses 10 anos 
Transando em locais muito excitantes
Espero que ela sempre me dê tudo que eu quero
Porque eu sempre quero fazer ela gozar muito mais do que ela aguenta
Espero que ela sempre me cague